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“Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.”

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

 

Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda ! Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo o que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto as cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento...

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