Quem sou eu

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“Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.”

quinta-feira, 26 de abril de 2012


Ela entrou e eu estava ali
Ou será que fui eu que ali entrei
Sem sequer pedir a menor licença?
Ela de batom caqui
Com os olhos olhava o quê? Eu não sei
Olhos de águas vindas
De outros oceanos

Ela me olhou - Quem?
Quem sabe com ela
Eu teria as tardes
Que sempre me passaram
Como imagens, como invenção!

Se eu não posso ter
Fico imaginando
Eu fico imaginando

Virá com ela que entrega
Virá, sim, assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera
Virá, pois ela está ali

Ela amou o que estava ali
Ou será que foi dela o que eu já amei
Como os laços fixos de uma residência?

Ela: Alô!? E eu não reagi
Com os olhos olhava o que eu lembrei
Quando andava indo
Em outra direção

Ela me olhou - Vem!
Quem sabe com ela
Eu veria as tardes
Que sempre me faltaram...

 

Como miragens, como ilusão ! 


terça-feira, 10 de abril de 2012



As pessoas se perdem quando pensam na felicidade como um destino. Estamos sempre pensando que um dia seremos felizes. Teremos aquele carro ou aquele emprego ou a pessoa de nossas vidas que vai resolver tudo. Mas a felicidade é um estado. É uma condição, não um destino. É como estar cansado ou com fome. Não é permanente. Isso vai e volta e está tudo certo. Sinto que se as pessoas pensassem isso dessa forma, elas encontrariam a felicidade muito mais vezes ! 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Por um segundo eu fechei os olhos
e já deu, o sono me venceu
e nos meus sonhos tudo é colorido
Eu vejo o céu, sei voar

Não sinto frio, tomo um ar seguro
Tenho pensamentos, vou contar
Como se o tempo que por um segundo
quisesse parar. 

(...) 

E tudo que tudo como em todo permaneça,
no centro de tua alma
que a calma acalmo e que a calma traga o sono
no sonho infinito de ser feliz... 


terça-feira, 3 de abril de 2012

falta x saudade

Ultimamente tenho pensado muito na vida, principalmente nela diante do tempo. Penso em como eu cresci, mental e fisicamente, em como eu e as pessoas ao meu redor mudaram, pra melhor e pior, como aquelas coisas em que eu acreditava foram deixadas para trás, como as minhas bonecas foram esquecidas, como minhas unhas cresceram, como engordei, como emagreci, como meus cabelos cresceram, como aquela rua em que eu brincava todas as noites de pique-esconde se encontra agora tão vazia sem minha turma. E de repente eu solto, involuntariamente, aquela frase: "que falta isso me faz...", afinal, o que é a falta ? O que é sentir falta ? Não, eu não estou aqui para tentar explicar isso a ninguém, estou escrevendo para tentar amenizar e organizar essa bagunça de pensamentos dentro de mim. Por vezes, confundimos a falta com a saudade, e isso acontece muitas vezes sem você perceber, mas para mim, essas duas são bem diferentes uma da outra, e digo porque. A saudade é um sentimento que você carrega, você sente saudade de um amigo que mora longe, de um bichinho de estimação que morreu, de um tio que não vê há muitos anos, enfim, sentir saudade é carregar uma coisa de certa maneira boa dentro de si, é saber que mesmo longe tem algo com o que você se importa, e quando sente saudade de momentos vividos, lembra deles com alegria, mas não os quer de volta, é só saudade, só isso. A falta não, ela te consome, ela te tortura... Ela te obriga a querer viver tudo de novo, você quer voltar porque sente falta daquilo, você precisa, algo te prende. A saudade é como aquela brisa leve que passa por você e liberta aquele sorrisinho que tava preso ai dentro do teu peito. A falta é aquele vento devastador que carrega tudo que tiver ao alcance, e faz de tudo pra te carregar também, te faz ficar desesperado tentando se segurar no presente mas ela está te puxando pro passado. O que eu sinto agora ? Não sei. Acho que é uma mistura dessas duas, é uma urgência absurda de matar a saudade, mas e a falta ? Infelizmente essa nunca morre, em todos os estágios da sua vida vai existir aquele momento em que você vai pronunciar a maldita frase, sem perceber. A falta é traiçoeira, ela está sempre ai, pode procurar ai dentro, você vai encontrá-la. E olha, aquelas palavras que antes você nem sabia o sentido começam a tomar conta dos teus dias e todas as noites antes de adormecer elas te fazem derramar lágrimas, daquelas que pesam, a cabeça, os olhos, o coração, lágrimas de falta, de saudade


Yasmin Martins

domingo, 1 de abril de 2012

Eu acredito nas casualidades, nos encontros, nas passagens. Nas conversas que temos, nas músicas que cantamos. No que somos e nunca deixamos de ser. Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais. Podemos ser como todos, e o tudo pode ser capaz. Eu quero suas mãos, suas ideias e defeitos, que me ensine o seu jeito, enquanto aprende o meu. Quero que faça sentido, que seja proibido, mas que entre nós todos não exista lei. Quero ser tudo que tem graça, que tem gosto e da pra sentir. Quero o que mais me da vontade, e quero vontade pra prosseguir. Quero voar, mergulhar, morrer e matar a vontade de querer. 



A gente tem é que se amar muito, se respeitar muito pra chegar para o outro e dizer: se é isso que você me oferece, agradeço, mas recuso. Não quero esse pouco. Não quero essas partes. Não quero a sua metade. Vem inteiro, completo. Ou não vem. Ou nem te apresenta. Ou pega teus brinquedos e sai logo daqui.