Quem sou eu
- Yasmin Martins
- “Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.”
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Quando a gente se apaixona uns dizem que é químico e explicam tudo com nomes difíceis. Segundo estes, a paixão acontece quando nosso organismo (por alguma razão não determinada) libera montes de neurotransmissores como a dopamina e feniletilamina e a ocitocina, por meio de impulsos nervosos. Essas substâncias alteram o funcionamento do cérebro, afetam emoções, aguçam ousadias e despertam os prazeres, mas eu acho tudo isso complicado demais para o funcionamento do meu cérebro. Outros afirmam que é físico. Corpos tem a capacidade de sofrer atração então se atraem. A gente começa a querer arranjar motivos racionais ou irracionais para explicar o fenômeno, daí conclui que está apaixonado, mas eu acho isso muitíssimo sem graça. Há quem acredite nos mistérios da alma e do destino. Algumas pessoas já nasceram umas pras outras e a vida (ou a sorte) se encarregarão (ou não) de cruzar seus caminhos. Mas eu acho isso muito injusto com as pessoas que nunca encontraram suas caras-metades. Por isso desisti de tentar encontrar explicações e acreditar numa intuição meio maluca que nada tem a ver com acasos ou predestinações, não tem fundamento científico, muito menos embasamento teórico. Paixão, pra mim, é coisa lá do desconhecido. Não se pode afirmar nada sobre ela, uma vez que é característica da paixão se contradizer de vez em quando. Não é para se teorizar. Não serve para se especular. Não cabe em conjuntos ordenados, métodos, sistemas, raciocínios. Não tem razão. Não se presta a objeto de estudo, pois foge desesperadamente da lógica. Portanto, é melhor ir direto ao assunto. Paixão é para se viver. Para se entregar. Para sofrer. Para rir e chorar. Para sentir uma infinidade de inexplicáveis sensações, umas boas, outras ruins. Frio na espinha, embrulho no estômago, desejo ensandecido, medo de ser traído, tonturas, arrepios, tremores. Paixão provoca visões: fogos de artifício, finais trágicos, véus, grinaldas, tempestades ou dias de sol, independentemente do que está acontecendo no mundo lá fora. Paixão é feito montanha-russa. É necessário tomas algumas precauções para evitar danos irreversíveis. No mais, é pra se arriscar ou desistir dela. Porque "meias paixões", assim como "meias borboletas", não servem para deixar a gente nas nuvens.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
"Quem é feliz não conta, não espalha, não grita aos quatro cantos. Quem é feliz, satisfaz-se por ser. E sabe que a felicidade anda coladinha na inveja. Quem é feliz não precisa provar nada, simplesmente é. As pessoas felizes demais nunca me passaram confiança. Essa coisa de que a vida é uma festa e não existe nada de errado, não me brilha aos olhos. Feliz é quem conhece o lado ruim e o respeita. Feliz é quem já foi infeliz. Somente quem já foi infeliz pode entender que a tristeza traz um punhado muito bom de aprendizados. Felicidade não é sobre quem grita mais alto; é sobre quem sorri mais fundo."
Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
"Que comece agora. E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me esperava. E que eu espero também. Uma vontade de ser. Aquela que nasceu comigo e que me arrasta até a borda pra ver as flores que deixei de rastro pelo caminho. Que me dê cadência das atitudes na hora de agir. Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida. Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo o ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais. Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos. Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito pra mim. Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve. Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver !"
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Valeu 2011 !
Daqui a pouco o ano termina. Com a ida dele, chega a expectativa. O desejo de fazer diferente, a vontade de modificar o que não está legal, a ânsia de crescer e abraçar todos os planos do mundo. Finais de ano servem de balanço, de balança. A gente vai e vem, o pensamento viaja, o coração faz retrospectiva, a memória guarda o que foi bom e tenta passar a perna na parte amarga.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Medo de amar ?
Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre nossas vértebras. Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e toda vez que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mesmo sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Se é pra viver vamos viver direito. Com conteúdo. Troque o verbo, mude a frase, inverta a culpa. O sujeito da oração é você. A história é sua, mãos à obra ! Melhore aquele capítulo, jogue fora o que não cabe mais, embole a tristeza, o medo, aceite seus erros, reescreva-se. Republique-se. Reinvente-se. E transforme-se na melhor edição feita de você.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Ela é uma moça de poses delicadas, sorriso discreto e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.
Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Conto de fadas do século XXI
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo ?
Ele respondeu:
- Não !
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela. O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma mulher.
Luis Fernando Veríssimo
FB ♥
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude a mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os sapatos velhos. procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passar livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abre e feche gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois procure dormir em outras camas. Assista outros programas de tv, compre outros jornais, leia outros livros. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros lugares, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... Outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em outros horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias. Troque os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra contra em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude. Lembre-se de que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que já conhecias, mas não é isso que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda ! Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena.
Clarice Lispector
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Um dia tu vais compreender que não existe nenhuma pessoa completamente má, nenhuma pessoa completamente boa. Tu vais ver que todos nós somos apenas humanos. E sofrerás muito quando resolveres dizer só aquilo que pensar e fazer só aquilo que gostas. Aí, sim, todos te virarão as costas e te acharão mau por não quereres entrar na ciranda deles, compreendes ?
CFA
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Está acabando o amor, você ainda não veio, não disse, não ligou. Se vem viver comigo, se me quer como amiga, se não quer mais me ver. Você vai me esquecer, você vai me fazer padecer. Está acabando o amor, você já não me pertence, eu vejo por aí, você não está comigo nessa nossa disputa, nesse seu jeito bom. Eu não quero saber, você vai desdenhar e vai sofrer, você vai me destruir como uma faca cortando as etapas, furando ao redor, me indignando, me enchendo de tédio, roubando o meu ar. Me deixa só e depois não consegue, não me satisfaz... Pensando em te matar de amor ou dor, eu te espero calada.
Vanessa da Mata
sábado, 29 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Confesso que ando muito cansada, sabe ? Mas um cansaço diferente... Um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não querer parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertencendo. Estou realmente cansada. Cansada e cansada de ser mar agitado, de ser tempestade... Quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de atenção, de compreensão, de alguém que sente comigo e fale: "Calma, eu estou com você e vou te proteger ! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos". Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você.
domingo, 16 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
"Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo para que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só, do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos."
terça-feira, 27 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda ! Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo o que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto as cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
"Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos, às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram se gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpa a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é."
Fernando Pessoa
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
"Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isso, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e m tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos do modo certo. Podias ter me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtração é a arma mais covarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo vai te dar tudo que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, do outro estou eu, a ver-te sem poder te tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando voltarei a te ver ou a ter notícias tuas, mas sabes de uma coisa ? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei meu coração ao teu como um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias."
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Mesmo assim eu não esquecia dele. Em parte porque seria impossível esquecê-lo, em parte também, principalmente, porque não deixava isso. É verdade, eu o amava. Não com esse amor de carne, de querer tocá-lo e possuí-lo e de saber coisas de dentro dele. Era um amor diferente, quase assim feito uma segurança de sabê-lo sempre ali.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
"São tudo histórias, menino. A história que está sendo contada, cada um transforma em outra, na história que quiser. Escolha, entre todas elas, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena. O resto é engano, meu filho, é perdição."
Caio Fernando Abreu ♥
"Talvez ser triste atraia muito mais olhares - como foi atraído o meu - do que simplesmente optar pelo não ligar, pelo nada a fazer, pelo mandar se foder, literalmente. Eu nunca fui uma pessoa do, literalmente, foda-se. Sempre muito preocupada com todas as coisas que viriam de todas as coisas, sempre querendo entender os porquês de todos os tudos. Sempre no plural, nunca compacta. Mas os anos passaram por mim nada sóbrios e não foram macios o dia no meu rosto (...) Só que ai eu acabei mudando. E foi uma mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir para qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pegou olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. Eu sei que, talvez, tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só pra mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queira muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei pra tantas pessoas ficarem, hoje eu só quero mesmo que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio que é pra ninguém ter porque se lamentar."
Tati Bernardi
sábado, 10 de setembro de 2011
Vivendo e aprendendo - Capital Inicial
Outra história com um outro rosto
Um outro beijo com o mesmo gosto
Era cedo e não podia dar certo
Lá vem um outro dia frio e encoberto
Um outro beijo com o mesmo gosto
Era cedo e não podia dar certo
Lá vem um outro dia frio e encoberto
Agora veja o meu estado
Olhando o futuro e prevendo o passado
Como alguém que não sabe o que quer
Mentindo pra todos enquanto puder
Olhando o futuro e prevendo o passado
Como alguém que não sabe o que quer
Mentindo pra todos enquanto puder
Gritar!
Se foi um erro, eu quero errar sempre assim
Gritar!
Se teve um começo, que tenha fim
Se foi um erro, eu quero errar sempre assim
Gritar!
Se teve um começo, que tenha fim
O tempo virou e me deu as costas
Outra pergunta com a mesma resposta
Os dias são sempre iguais
O mesmo filme em todos canais
Outra pergunta com a mesma resposta
Os dias são sempre iguais
O mesmo filme em todos canais
Eu quero voar mas tenho medo de altura
O céu azul me dá tontura
Eu caio mas não chego ao chão
Estou certo, mas perdi a razão
O céu azul me dá tontura
Eu caio mas não chego ao chão
Estou certo, mas perdi a razão
Gritar!
Se foi um erro, eu quero errar sempre assim
Gritar!
Se teve um começo, que tenha fim
Se foi um erro, eu quero errar sempre assim
Gritar!
Se teve um começo, que tenha fim
Vivendo e aprendendo a perder
Vivendo e aprendendo a esquecer.
Vivendo e aprendendo a esquecer.
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